A Técnica Matizes Dumont e a Espontaneidade

Tudo começou quando Dona Antônia foi “convidada” por sua mãe para iniciar alguns afazeres dentro de casa, com o intuito de diminuir o tempo da filha brincando na rua. Os ensinamentos da matriarca Antônia Zulma Diniz Dumont diretamente para seus cinco filhos e agora para a terceira geração brincam com a arte de ilustrar em tecidos com linhas usando pontos clássicos do bordado.

Matriarca Matizes Dumont

Matriarca Matizes Dumont

A maestria do uso dos pontos cheio, atrás, corrente, matiz, nó francês, espiga, chavon, pé de galinha, entre outros, são apenas algumas técnicas que o Grupo se utiliza para trazer a brincadeira, o lúdico, a poesia, a alegria das cenas do dia-a-dia para as ilustrações das suas obras.

Lúdico

Lúdico

A espontaneidade no criar vem do mesmo lugar onde a arte toca o coração do observador. Garantem os Dumont: “Fizemos um opção de arte que tem como eixo a linha da imaginação solta. Que nosso imaginário nos guie – é o que falamos para nós mesmas cada vez que iniciamos um projeto”.

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As mãos viram meros instrumentos para colocar emoção e alma na arte. É assim mesmo que a família se propõe a criar, ilustrar e encantar a todos. Esses mineiros de Pirapora, que sempre tiveram a paisagem do Rio São Francisco como inspiração, um cenário natural deslumbrante como ponto de partida, tiram dias para apenas observar a natureza, seus ângulos, suas formas, movimentos e barulhos. Essas mesmas mãos que bordam, vão antes tocar os troncos das árvores, as folhas, para conhecer intimamente a mensagem de cada uma das suas expressões e colocá-las carinhosamente nas ilustrações que serão depois admiradas Brasil afora.

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Enquanto bordam, contam contos, “causos”, histórias e mitos da região, do sagrado Rio São Francisco, do apito do vapor, trocam impressões, compartilham sensações. Fazem sua arte de forma intrinsicamente natural, sem esforço e afirmam: “estamos bordando a vida. Fazemos isso o tempo todo, conversando, ouvindo, dormindo. Nos transformamos no próprio bordado”.  Coisa linda de se ver e de sentir!

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Tamanha entrega e compromisso com a arte natural e espontânea teve o reconhecimento de diversos artistas que decidiram somar à suas obras o amoroso toque dos Dumont. Maria Bethânia, Ziraldo, Jorge Amado, o famoso estilista de moda Ronaldo Fraga, entre outros, usufruíram dessa beleza para contar algo mais a seus admiradores.

Capa do CD da cantora Maria Bethânia

Capa do CD da cantora Maria Bethânia

Falaremos mais por aqui sobre essa talentosa e charmosa família. E aproveitamos para dar uma feliz notícia: teremos oficina de bordado Matizes Dumont em setembro aqui no Charms Ateliê. Estamos super animados! Garanta sua vaga, fale com a gente.

Charms Ateliê recebe o Clube das Amigas do Retalho

No último sábado, o Charms Ateliê recebeu o encontro das artesãs do Clube Amigas do Retalho, que se reúnem mensalmente para uma gostosa troca de experiências, acompanhada de muita alegria, boas ideias e também um propósito específico: unir a arte com o compartilhar.

Discussão

 

 

 

 

Realmente, o assunto que conecta essas moças é o patchwork, mas o que as move vai além. De tempos em tempos, elas se utilizam de muito talento para apoiar algumas instituições de caridade por meio da doação de peças que além de úteis para quem as recebe, levam consigo muito carinho e amor, os mesmos com as quais foram feitas. Nessa última edição, cento e vinte gorros foram feitos para serem entregues ao Sanatório Nossa Senhora das Mercês, em Campos do Jordão.

Maria Cecília Brusi, artesã e professora de patchwork básico

Maria Cecília Brusi, artesã e professora de patchwork básico, mostrando o gorro para doação.

Essas moças são orgulhosas de pertencer a esse Clube que já tem 10 anos desde a sua formação. Grande parte compartilha seus conhecimentos ministrando cursos de artesanato e professando a graça do patchwork para as suas pupilas.

As artesãs Wilma Nojima Sato e Glória Jacinto.

As artesãs Wilma Nojima Sato e Glória Jacinto.

Nesse mesmo dia, Valéria Ayub, atualmente uma das coordenadoras do grupo, fez questão de “dar uma filosofada” – segundo palavras dela – para lembrar a todas que o que elas fazem é arte, e arte significa expressão e entrega, significa colocar você no trabalho, colocar o amor que está em você no que está sendo feito e que isso merece ser reconhecido, começando pela aceitação desse fato pelas próprias artesãs.

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Obrigada pelo carinhoso lembrete, Valéria. O patchwork e o artesanato de forma geral é a expressão de uma ideia em forma de amor. Todas as expressões são bem vindas e devem ser reconhecidas! O Charms Ateliê apoia todos os movimentos artísticos espalhados por aí!

Saiba mais sobre cursos de artesanato, trabalhos manuais, aulas de patchwork entre outros: www.charmsatelie.com.br, fone 11 3875.4397, email: charms@charmsatelie.com.br.